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sexta-feira, 27 de março de 2009

QUANDO A CRIANÇA NÃO LÊ


O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, pretende unificar o registro nos oito países que tem esta língua viva, que são: Portugal, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste. Este Acordo, é bom lembrar, não afeta nenhum aspecto da fala.
Desta forma, deve-se estar atento a grafia das palavras, ou seja, ao modo de como escrevemos, pois a assentuação e o uso do hífen, sofreram modificações em algumas regras e o trema foi abolido das palavras da língua portuguesa.
Com esta vinda, um grande movimento tem ocorrido em torno da adequação das gramáticas, livros didáticos, apostilas e dicionários; a convocação de um contingente de eminentes gramáticos, escritores, jornalistas e professores, foi imediata; editoras, redações e gráficas buscando, nesse filão, atender sem demora a demanda proveniente de escolas, bibliotecas, bancas de jornais, estudantes, cursinhos, curiosos e afins, e como ainda não podería deixar de ser, abocanhar um bom dinheiro extra estão trabalhando a todo vapor.
Esse movimento, tem algo de bem interessante e de muito benéfico para a língua portuguesa e para nosso povo. Na Internet, rádio, televisão, revistas, jornais e escolas existe a disponibilização de textos, manuais, resumos, livros, conversas, tira dúvidas sobre esse Acordo, trazendo para a agenda o imprescindível para a cultura de um povo: A LEITURA.
Penso, que todos os segmentos da sociedade organizada devem aproveitar este movimentado momento como mais um motivo para deflagrar uma campanha de incentivo a leitura. Como ocorreu no Canadá no ano passado e que vaga até hoje, arrancando elogios e reflexões de muitas pessoas, por toda a Rede Mundial de Computadores, cujo tema era: "When a child doesn't read, imagination disappears", ou seja: "Quando a criança não lê, a imaginação desaparece".
Em razão de que ninguém quer passar para os seus descendentes uma Branca de Neve como aparece no cartaz, não é mesmo? Ou quer?




xImagem e a campanha canadense: http://www.fondationalphabetisation.org/en/foundation/

segunda-feira, 7 de abril de 2008

REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Está em curso a reforma ortográfica da língua portuguesa, que surgiu a partir de um acordo ortográfico firmado em 1991 entre os países que usam a língua portuguesa e aprovado pelo Congresso Nacional em 1995.
A idéia do acordo é unificar a ortografia desses países e aproximar a cultura. "Hoje, é preciso redigir dois documentos nas entidades internacionais: com a grafia de Portugal e do Brasil. Não faz sentido", afirma o ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça.
As alterações atinge uma população estimada hoje em 230 milhões de pessoas. Inicialmente o Brasil, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe já ratificaram o acordo. No futuro, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste poderão também fazer parte da unificação bastando ratificar do acordo.
O Brasil começa a se preparar para a mudança ortográfica que, além do trema, acaba com os acentos de vôo, lêem, heróico e muitos outros. A nova ortografia também altera as regras do hífen e incorpora ao alfabeto as letras k, w e y passando a ter 26 letras.
A proposta da COLIP (Comissão para Definição da Política de Ensino-Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa) prevê um prazo de três anos para a transição entre a ortografia atual e a prevista pela reforma. Nesse intervalo, as duas normas vigorariam.
Em 2009 início da implantação; em 2010 as obras enviadas às escolas públicas estejam adequadas às mudanças; e em 2011 todos os livros didáticos, provas para concurso e vestibulares teriam que estar submetidos às novas regras.
Porém, essa proposta ainda tem que ser submetida ao ministro Fernando Haddad (Educação), aos ministérios da Cultura e das Relações Exteriores e à Presidência.
Essas mudanças atingem cerca de 0,5% à 2% do vocabulário brasileiro. Porém, não se deve perder de vista, que isso em nada altera a pronúncia ou significado de palavras, mas sim a maneira como se escrevem.
O MEU COMENTÁRIO: Penso que essa mudança podería ter vindo antes, quando ainda frequentava a escola primária, e que com sua efetiva implementação irá incidir sobre aspectos importantes na sociedade dos países que usam a língua portuguesa como: sociológicos, políticos e até econômicos.
Deixo maiores comentários para os colegas das Letras.......