segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A CONCLUSÃO DO SEMINÁRIO


Provocados por uma circular que propala uma mudança no turno da realização das aulas de Educação Física nas escolas públicas do Distrito Federal, o SINPRO, Secretaria Distrital do CBCE, EXNEEF, SINPROEP e a Faculdade de Educação Física da UnB se dignaram em realizar o I Seminário de Educação Física Escolar do SINPRO-DF.
Nos últimos 10 anos, quando da retomada do governo por forças conservadoras, poucas iniciativas fizeram com que tantos professores de EduFis se encontrassem para discutir seus assuntos. Desse modo, foi benéfico a provocação da SEE, pois foi possível discutir a circular e apontar a direção que queremos tomar de agora em diante.

Propor alternativas ao desmonte da interdicipliaridade no meio escolar; ao desmonte da inclusão de todos dos alunos a prática da atividade física NA ESCOLA e ao desmonte da educação física como espaço de aprendizagem de conteúdos como qualquer outro componente curricular, foi a parte central do encontro.

No seminário, a partir do desmiuçar da circular e suas diretrizes, foi demonstrado deturpações nas concepções de Educação Física Escolar adotadas.
Como disciplina do núcleo comum a EduFis se presta a uma prática pensanda, refletida e que garante acervo a conhecimentos distintos a esportivização e a especialização promovida, quando o aluno se matricula em clube ou é ministrada por um técnico, em razão de que deixa de ser atividade escolar para ser treinamento desportivo, o que é o desejo evidente no documento.

Adicionado a esses equivocos, o teor do documento coloca facilidades e diz que as escolas são perfeitas e que só não desenvolvem suas atribuições no que se refere a EduFis em razão de não quererem, pois elas possuem recursos para destinação a melhoria da estrutura (quadras, vestiários, bebedouros) e para aquisição de materiais para as aulas; e outra, dispõe facilidades aos alunos, pintando um DF sem contradições em que eles e suas famílias vivem em função das atividades escolares, deixando de lado seus interesses e necessidades além do cotidiano escolar. O que não coaduna com a realidade das escolas e sua comunidade escolar.

O seminário contou com a participação dos Professores Doutores Lino Castellani Filho (UNICAMP e UnB) e Marcílio Souza Júnior (UFPE), que dividiram suas experiências, debateram e problematizaram as diretrizes da SEE, a síntese dos GTTs e das oficinas temáticas. Não para menos, deixa um legado de ser o espaço de discussão de assuntos pertinentes e afetos a Educação Física Escolar de uma categoria aguerrida e que almeja uma educação verdadeiramente democrática e de qualidade para todas e todos.


Imagem: Autógrafo do Livro "Os Jogos de Minha Escola", pelo autor Lino Castellani Filho, anotações e folder do evento.
Arquivo pessoal.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

I SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

Educação Física Escolar no Distrito Federal:
tendências e perspectivas para 2010

Data: 03 e 04/12/2009
Local: Sindicato dos Professores do Distrito Federal – SINPRO
Realização: Sindicato dos Professores do Distrito Federal – SINPRO
Apoio: Secretaria Distrital do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte – CBCE-DF

PROGRAMAÇÃO

Dia 03/12/2009, quinta-feira.

19h30 – Apresentação cultural

19h45 - Mesa de Abertura
Representante do SINPRO
Representante do CBCE-DF
Representante do SINPROEP
Representante da Faculdade de Educação Física – UnB
Representante da EXNEEF


20h30 – Conferência de Abertura: Educação Física Escolar: tendências e perspectivas para 2010
Profº Armênio Schmidt
Diretor de Educação para a Diversidade e Cidadania da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Seção/MEC).

21h30 – Coquetel

22h30 – Encerramento do dia

Dia 04/12/2009, sexta-feira.

8h00 – Café da manhã – Café cultural

8h30 – Grupos de Trabalho Temático “Educação Física no contraturno”
Ementa: Diagnosticar e problematizar a concepção dos professores de Ed. Física sobre a educação física no contraturo.
10:15 – Intervalo

10h30 – Mesa: Educação Física Escolar no Distrito Federal: tendências e perspectivas para 2010
Ementa: Apresentar e debater tendências e perspectivas para a Educação Física Escolar, problematizando as diretrizes curriculares da SEEDF para 2010.


Profº Drº Lino Castellani Filho
Doutor em Educação
Professor da UNICAMP
Professor do curso de Especialização em Educação Física Escolar – UnB

Profº Drº Marcílo Souza Júnior
Doutor em Educação pela UFPE
Professor da ESEF-UPE e da UFPE

Mediador: Roberto Liáo Júnior
Professor de Educação Física da SEEDF
Mestre em Educação Física e doutorando em Educação Física - UNICAMP
Professor do curso de Especialização em Educação Física Escolar – UnB

12h30 – Almoço

14h00 – Oficinas Temáticas
1- Educação Física Escolar e Diversidade
Profº José Manoel Soares Montanha
Professor da SEEDF – Samambaia
Especialista em Educação Física Escolar - UnB
Mestre em Política Social – UnB
Doutorando em Política Social – UnB

2- Metodologia do ensino da Educação Física Escolar
Profº Daniel Cantanhede Behmoiras
Professor da SEEDF – São Sebastião
Especialista em Educação Física Escolar - UnB
Mestrando em Educação Física – UnB

Profº Dori Alves Júnior
Professor da SEEDF – Samambaia
Mestre em Educação Física - UnB

3- Educação Física Escolar nos anos iniciais do Ensino Fundamental
Profº Pedro Osmar Figueiredo
Professor da SEEDF – Paranoá
Mestre em Educação Física - UnB
Prfa. Sheila da Silva Machado
Professora da SEEDF - Ceilândia

4- Os campos de atuação do professor de Educação Física
Professor Juarez Sampaio
Professor da SEEDF e da Faculdade de Educação Física - UnB

15h15 – Grupos de Trabalho Temático “Educação Física no contraturno”
Ementa: Discutir e construir uma síntese entre o diagnóstico da concepção dos professores sobre as diretrizes pedagógicas para 2010 e as exposições dos palestrantes sobre a educação física escolar.
16h15 - Intervalo

16h30 - Mesa Síntese das Discussões
Ementa: Os palestrantes, Profº Lino Castellani Filho e Profº Marcílio Souza Júnior voltam à mesa para problematizar a síntese dos grupos de trabalho e das oficinas temáticas sobre a educação física escolar.

18h00 – Coquetel e Encerramento do Seminário

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

QUE IMPRENSA É ESSA?

Não foi fácil para a imprensa conseguir sair dos ditames da ditatura para uma liberdade plena em todos os sentidos. Às vezes até se questiona se a imprensa não tem liberdade demais, pois acabam por invadir a privacidade de cidadões; utilizar métodos questionáveis na obtenção de informações; e não se dignar dar o direito de resposta aos afetados.
No decorrer dos anos, a imprensa passou a ter dono e patrão. Influenciada por esses, define sua agenda arrevelia do que é de interesse da população e, assim, consegue ser tendenciosa; rigorosa com alguns; fazer vista grossa com os seus mantenedores e amigos; e pregar a desinformação.

É verdade, que um jornal não vive sem assinantes e anunciantes. Os maiores assinantes e anunciantes são os governos. Editais, campanhas de vacinação, matrículas nas escolas públicas; divulgação de obras; só para citar algumas matérias que são pagas e podem ocupar páginas e mais páginas, inteiras até. Desse modo, não querem perder esse quinhão, mas a vergonha na cara e o interesse do público.

Atrelada ao dinheiro arrecadado por impostos, se vendem em detrimento de agir com independência, tornando-se a famosa e antiga imprensa chapa branca. E como tal, atacam toda a iniciativa que contraria aos interesses de alguns governos e a um seleto grupo de apadrianhados de várias estirpes, como empresários e políticos, principalmente quando se trata de desafetos, como: sindicatos, servidores públicos, grevistas, cidadãos e comunidades à beira de um ataque de nervos pela falta atendimento aos seus interesses e necessidades prementes.

Mas o pior de tudo isso, é que não se tem a quem reclamar. Por cima da carne seca, agem nos nebulosos bastidores e sem dó e nem piedade: achincalham, denigrem, mentem descaradamente, destorcem imagens, ameaçam, manipulam dados e informações e amenizam ou defendem até o que se imagina que é indefensável em favor do seu nefasto patrão.

Assim, os jornalistas que com muita luta, enfrentaram vários anos os bancos de uma instituição superior, se veem a mercê de uma linha editorial ditada e carimbada nos gabinetes do poder desvirtuando o dever de servir de maneira imparcial e impessoal em nome das facilidades e benesses, deixando o jornalismo verdadeiro de lado.

No entanto, de tudo isso não existe uma só certeza. A população não é burra e nada disso passa desapercebido e, por isso, não dura para sempre, pois para as verdades virem a todos não precisa de muita coisa. Peixe morre pela boca, como diz o velho ditado e que acaba de, mais uma vez, acontecer aqui em Brasília.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

É DIVERTIDO PULAR CORDA

Oi Gente!

Vi no decorrer do ano, ensinando handebol e depois voleibol, a dificuldade de alguns alunos no aprendizado de gestos e movimentos esportivos dessas modalidades. Assim, decidi buscar nas brincadeiras da infância uma atividade que fosse agradável e fácil de ser realizada; que pudesse ser incrementada com algum grau de dificuldade e que promovesse o companheirismo e a socialização. Fora dizer, para dar uma ajudinha na nota dessa turminha que papai e mamãe, muitas vezes, insistem em trancafiá-las em casa ou por serem aficcionados em videogame ou um nerds e não fazer tanta questão em jogar bola, soltar pipa, pular corda, ou seja, não brincar na rua.

Desta forma, tratando que trabalho com crianças de quinta e sexta séries inventei que o conteúdo e a avaliação do quarto bimentre seria pular corda, pois é uma das atividades físicas das mais simples; que toda crinça aprende com os cologuinhas da rua e que traria mais diversão e alegria a todos independentemente do grau de desenvolvimento motor, pois pular chega a ser um ato natural de qualquer criança, não é mesmo?

No entanto, pular corda por pular, não faria muito sentido para a educação física. Assim, dei uma apimentada na atividade. Adicionei uma bola e algumas regrinhas para que pudesse azeitar o resultado e que companheirismo e a socialização fosse demais importante para o sucesso do grupo.


Segue assim:

Em grupo de no mínimo cinco alunos, todos pulam a corda individualmente e, depois, é sua vez batê-la; caso alguém erre a atividade de passar ou pular a bendita corda, transportanto uma bola, a atividade deve ser reiniciada.


  • No primeiro rodizio o aluno deve apenas passar pela corda;
  • No segundo rodizio, entra na corda e salta apenas uma vez;
  • No terceiro, salta duas vezes; e
  • No quarto e último, salta três vezes.
  • Obs: A bola deve ser passada para o colega seguinte.

O companheirismo se manifesta principalmente no treino para a avaliação, em razão de que os alunos com mais dificuldade de pular corda, precisam repetir muitas vezes para que o grupo tenha sucesso na tarefa. Uma outra maneira que se manifesta é que todos os componentes do grupo se revezam entre bater e pular a corda, ou seja, um precisa do outro o tempo todo e socializam apenas uma corda e uma bola, também, o tempo todo.
Pular corda é uma brincadeira muito rica. Da forma que propuz aos alunos, muitas qualidades psicomotoras são trabalhadas ou desenvolvidas, como: coordenação, ritmo, equilíbrio, velocidade, resistência, confiança, atenção, etc.
Quanto as do professor, paciência e mais paciência.
Valeu!



Imagem: Internet

terça-feira, 24 de novembro de 2009

TRANSGRESSÃO ESCOLAR, JÁ FOI O TEMPO

Que os alunos de hoje são bem diferentes dos de algum tempo atrás isso ninguém tem dúvida. Porém, tem algumas coisas que jamais mudarão na vida de aluno. Pedir um livro emprestado, o caderno, o lápis de cor, a caneta, a cola, a borracha, a tesoura isso são coisas das mais comuns no mundo escolar, não é mesmo?
E nas escolas sempre tivemos aqueles "espertalhões" que pedem para colocar o nome no trabalho, depois de pronto (sem ter feito nada); cola na hora da prova; copiar os exercícios do CDF, para apresentar ao professor e ganhar seu pontinho; pedir, ao colega, a camiseta do uniforme pela grade, janela ou muro para entrar na escola, entre outras coisinhas mais. Estas transgressões são comuns e com algum diálogo e a punição adequada param por ai, não é mesmo?
É verdade, que tudo isso (quase) todas as mulheres e homens de bem de hoje, que são: empresários, comerciários, secretárias, pedreiros, físico, costureiras, mecânicos, motoristas, donas de casa, engenheiros ou médicos já o fizeram quando na época de aluno da educação básica e até mesmo na superior. Mas, no entanto, não traz sequelas no que se refere ao seu profissionalismo ou qualquer outro aspecto particular e familiar, pois souberam o momento de romper-se desse mundo de fantasia ou do se dar bem ou de aventurar ao custo de uma nota zero, bronca, advertência, suspensão ou do simples: "vou convocar seus pais para virem aqui na escola para contar o que você anda aprontando, viu fulana (o)?", dito pelo diretor.
Como disse, tudo isso continua acontecendo nas escolas e elas são fichinhas se comparadas com as que tem ocorrido atualmente, cotidianamente, como: drogas, armas, violência física, etc..

Assim, gente, chegamos ao ponto de um aluno encomendar uma arma na porta da escola. Sem qualquer cerimônia, pra todo
mundo ouvir, pois o diálogo se deu na rua e a uma certa distância um do outro, entende? Isto é estarrecedor. Um aluno menor de 15 anos encomendar uma arma de outro na porta de uma escola é ir longe demais. E o desconhecido disse que a arma estava limpa e tinha dois homicidios atribuidos a ela, pode?
Viram ai? Perderam, ou não se tem mais, senso das coisas. É a banalização da violência, da intolerância. Neste contexto, que futuro reserva aos professores dentro das escolas? Todos os dias vemos nos meios de comunicação que algum professor foi agredido; aluno envolvido em gang, de toda ordem; brigas entre alunos; depredação do patrimônio público e muito mais.
É triste!


Imagens: Internet

domingo, 22 de novembro de 2009

EDUCAÇÃO É AQUILO QUE FICA

As famosas feiras de ciências ou do conhecimento, como queira, das escolas é um dos momentos mais importantes de cada ano letivo. Professores e direção se envolvem e se dedicam. O alunado fica animado e orgulhoso em mostrar o que estudou e aprendeu; ficam agitados para ganhar aquele pontinho extra na sua nota final; montam grupos para exibirem seus experimentos, perfomances e talento nas diversas áreas do conhecimento.
No movimentado stand das ciências exatas, que envolve conhecimentos de física, química, biologia e matemática, pudemos ver utilizar limões interligados por fios para fazer com que um relógio digital funcionasse; explicações sobre DST, métodos contraceptivos etc; os sentidos. Sem falar que a turma da botânica estava muito afiada para explicar monocotiledonea, angiosperma e etc. Lá no de matemática, muitos exercícios de lógica com direito a uma balinha, caso conseguisse resolver o problema proposto. Para os com mais disposição, não podia deixar de dar uma passadinha na sala de xadrez e jorgar uma partidinha.
Na área de códigos e linguagens, a turma se empolgou em mostrar seus trabalhos de artes plástica como desenhos, pinturas, dobraduras, entre muitos outros. No inglês, com criatividade e desenvoltura fizeram vídeos dublados, textos e receitas de muitas delícias da culinária global. Na língua portuguesa a turma se esmerou nas redações e poemas, com direito ao lançamento de um belo livro. Na educação física, que faz parte dessa área, envolvi a criançada na atividade de pular corda. Foi o máximo. Apenas orientando-os, diga-se de passagem, a turminha da quinta e sexta séries chegaram a pular com duas cordas ao mesmo tempo. Na corda simples, passaram, enguanto pulavam, de um para o outro, uma bola. Foi muito divertido.

Na área de humanas: Egito, aquecimento global, poluição, o globo terrestre e suas divisões, mapas, tudo feito em maquetes e belos cartazes. A tônica principal adotada pelos esforçados alunos foi a de explicar, com riquesa de detalhes, o cuidado com que se deve ter com o lixo. Deram enfaze a importância na diminuição da emissão de gases poluentes pregando a necessidade de uso maior de energias alternativas, como o álcool combustível nos automóveis.

Para abrilhantar o evento, a comunidade de pais, amigos e ex-alunos prestigiaram a nossa escola. Foi a socialização de resultados e um momento em que se pode avaliar o trabalho institucional do CEF Santos Dumont.
Portanto, no Santos Dumont, tivemos muito mais do que uma Feira do Conhecimento. Foi momento de troca de experiências em que componentes curriculares clássicos, eruditos e populares, envolvidas num mesmo ambiente se igualaram em torno do objetivo de dar sua contribuição na formação de pessoas criativas e criticas, a partir de conhecimentos desmiuçados no chão das salas de aulas por professores que fundamentaram boa parte da teoria para a prática apresentada pelos alunos.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ONDE TEM PRÉ-SAL, A POPULAÇÃO NÃO PAGA IMPOSTOS

O petróleo encontrado no pré-sal do litoral brasileiro, esta provocando muitas discussões e tomado direções que pouco interessa a população, de modo geral. Os brasileiros estão interessados em água de qualidade no cano; esgoto encanado e tratado; escolas e saúde de qualidade; polícias bem equipadas, preparadas e inteligentes; transporte público descente e que realmente atenda e respeite os seus usuários e, não menos, que todos os servidores públicos sejam remunerados dignamente, diga-se de passagem.
Dizem que o petróleo retirado do pré-sal vai render muito, mais muito dinheiro mesmo, não é isso? Agora na discussão da lei que trata da partilha dos royalties, estados e municípios produtores estão se engalfinhando pelo que vão receber, pois é uma fábula de dinheiro (como é hoje e que poucos sentem ou veem o resultado dele na sua localidade) e os demais (não produtores) vão receber uma merreca dessa fortuna.

Dessa forma, venho conclamar aos cidadãos desses municípios que reinvidique junto ao seu executivo e legislativo a isenção ou o pagamento simbólico de impostos tipo IPTU, taxa do lixo, taxa de iluminação pública, entre outras dezenas de impostos, pois não é justo ficar pagando impostos se os recursos dos royalties são suficientes ou incrementam sobremaneira a receita estadual e municipal, para manter em muito bom funcionamento a máquina pública e atender as demandas da população em todas as áreas, inclusive com creches, áreas de esporte e lazer, bibliotecas, etc..

No entanto, cabe a todos, se manterem vigilantes nessas discussões; emitir opinião e se impor enquanto cidadão, que tem seus interesses e necessidades; fazer lobby junto aos seus representes nas câmaras legislativas e no executivo.
No futuro, quando o dinheiro começar a jorrar, acompanhar o correto emprego dessa dinheirama. Fiscalizar, fiscalizar e fiscalizar. Dia e noite. Cada centavo que entrar nos cofres e seguir até o ponto final, onde foi empregado e o grau de qualidade do investimento realizado.
Não se pode esperar! A hora de marcar território, é agora. Não deixe de entrar nessa guerra e dizer: "esse dinheiro é nosso e onde tem petróleo do pré-sal, a população não paga impostos."

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

SERÁ QUE SOMOS DESCARTÁVEIS?

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.
Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? Entre outros...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'gaps'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso." E Madre Tereza de Calcutá completa: " O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor."


Fonte: Internet ... Autoria difícil de ser definida.