Mostrando postagens com marcador corrida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corrida. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O MUNDO SERÁ MEU

Ontem estive de partida, como centenas de outros colegas, de todo Brasil e às vezes de algumas partes do mundo, para participar da III Etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação (CamBOr), que ocorrerá em Caldas Novas (GO). 
Caldas que é a mais tradicional cidade de águas termais brasileira será, no período de 19 à 23 de outubro de 2011, a capital brasileira do esporte Orientação. Bom demais! Sede da mais importante competição do esporte Orientação, Caldas Novas de águas quentes, que é boa demais para a arte de relaxar o corpo, a mente e o espirito, nesse momento será palco do esporte que muito exige do corpo e da mente, que também alivia o stress do dia a dia e diverte. Incrível! 
Portanto, será uma combinação perfeita para os aficionados na orientação, ou seja, água quente e corrida de orientação. Correr, correr, pensar, analisar, decidir e então de novo correr até, então, repetir todo o processo no meio do cerrado serroso da região da competição nada melhor será, depois, aproveitar, desfrutar o aconchego da cidade: pracinhas, feirinhas, barzinhos, comidinhas, cervejinhas e muita piscina de água quente. Maravilha! 
Conversar, trocar ideias, informações, performances do dia depois das provas é a pedida, onde se encontrar. É comum, corriqueiro e até de praxe, comparar os percursos, os erros e acertos ocorridos. Legal! 
Nada constrange ou provoca medo ou revolta, a não ser consigo mesmo, pois cada um pegou seu mapa e de posse de sua bússola, fez o seu percurso à sua maneira ou estilo. Fantástico! Em Caldas Novas, estaremos nos despedindo do CamBOr 2011. Mas já pensando, vislumbrando o Sul americano, que vai ocorrer em dezembro, na cidade de Santana do Livramento (RS), divisa com Rivera (URU); que se pouca coisa contrariar, estarei lá com minha bússola para participar do meu primeiro Sul Americano. 
A partir dai, de mochila, o mundo será meu. Assim seja!

sábado, 3 de setembro de 2011

TONTURA, FALTA DE AR, DOR DE CABEÇA

Só eu sei. Fui e voltei por entre e beiras de calçadas, ruas, estradas, rios, montanhas, trilhas e cercas. Eu queria deixar me levar mas quem me leva sou eu. Eu tenho o dom! Por que rio a vida passa, já perguntaram por ai.
Sou o terminal de coisas infelizes. Meu silêncio vale mais. Tenho valor, caráter e orgulho e só assim que eu sei viver; é meu jeito de viver. Onde eu estiver, estou. Mas sei lá por que esquinas passei. Isso não quer dizer que marcas, dores, feridas e cicatrizes não existiram ou se formaram. Nem isso e nem o meu  rosto ou a minha cabeça quente pelo sol dos meus pensamentos foram suficientes para me fazer parar. 
Respeito é bom e covardia é outra coisa. Agir de maneira instintiva e inconsequente dá poder, mas causa dor e sofrimento. Muita calma nessa hora. Na messe da vida é bom escolher o que se planta, que caminho trilhar, afinal ninguém constrói o mundo sozinho. E ele dá voltas. É nele que criamos possibilidades e as certezas do futuro. Há muitas vidas por viver. E por isso nosso corpo deve ser muito bem cuidado e não poupado, pois ele é capaz de coisas incríveis.
Dessa forma, procuro viver a minha vida como penso que ela mereça; colocando o meu ser integralmente em tudo. Sem reservas. Sem nada nas mãos, que não seja flores. Porém, ao mesmo tempo é injusto cobrar alguma coisa nesse sentido, pois cada um vive e percebe a vida como e da maneira que quer. Lembra do livre arbítrio?
Eu estou disponível para tudo e de coração aberto, para até sofrer o mal da montanha, desde que eu saiba o que é meu. É isso que me fascina inclusive quando corro. Eu por mim mesmo. Eu sei que sou eu; minha totalidade: corpo, mente e espirito. Passo a passo vencendo o horizonte, as curvas, as retas, as subidas e as descidas.
Correr é bom. O corpo aquece, o coração acelera, a pele transpira e a cabeça gira. Até inspira escrever algumas bobagens que não servem para além de mim mesmo. E vou buscar na Helen Keller uma frase que me instiga a isso: "A vida é uma ousada aventura ou não é nada". "A resposta para meu futuro se encontra fora dos limites que tracei para mim mesmo", disse alguém num livro que li e que serve para enriquecer a frase anterior.
Pensando assim, procuro e não quero desvalorizar meus próprios sonhos e acredito que minhas lutas não são desprovidas de sentido. E isso é o que não quero pra mim e muito menos pra ninguém.
E disse Amyr Klink: "Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu". Bonito, instigante, desafiadora essa fala ... neste momento acabaram as distâncias, as altitudes, o frio, o calor, a língua e as fronteiras. Basta acreditar e dar um primeiro passo. Pés na estrada e esse mundo é seu e meu, em razão de que também estarei nessa senda de corpo e alma.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

VOU DEIXAR PRA AMANHÃ

Os meses vão passando e as estações também. Tudo tem um sentido e estão relacionadas ao movimento da Terra em relação ao Sol. É um verdadeiro espetáculo da natureza, que é fartamente explicado na literatura.
Estamos em novembro e por aqui intensificou as chuvas. Gosto desse período chuvoso. Traz lá os transtornos, que se não outros, um guarda chuva resolve.
A seca, que aqui na região centro oeste, no Distrito Federal, particularmente, é terrível.  Temperaturas elevadas, queimadas, poeira, esvaziamento das represas, lagos e rios é bem perceptível e muita gente sofre com isso.
Eu, individualmente, me sinto mais agredido no período da seca. Mas nada que me provoque maiores alterações de humor, fome, sono ou qualquer outra coisa. Sigo as recomendações de fazer uso de bloqueador solar, beber bastante líquido, evitar exposição ao sol no período crítico entre as 10 e 16 horas.  No entanto, não deixo nunca de fazer minha corrida.
Agora a pouco, já estava prontinho pra colocar o pé na estrada começou a pingar chuva. Como estava no portão voltei pra dentro de casa e vou deixar pra amanhã. Agora se eu já estivesse correndo, ai sim, nem me importo em tomar uma chuvinha no lombo. Coisa que não acontece na seca. Deu o horário e lá vou eu para o meu meio cross country pela beira das estradas daqui de perto.
Assim, como disse, vou deixar pra amanhã a minha corrida que podería ter feito hoje.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

AZUL

Azul. Assim estava me sentindo depois de uma semana de chuva e frio por aqui. Apenas trabalhando, lendo jornal, assistindo tv e na Internet acabei não fazendo minha costumeira corridinha fora de estrada.
Hoje não resisti ao sol maravilhoso que fez. No fim da tarde, então, calcei o tênis, vesti minha camiseta favorita e coloquei meu mp3 pra funcionar e pernas pra que te quero. Foram nada menos que uma hora da mais deliciosa corridinha. Não fiz todo o percurso que gosto. Mas pude chegar bem perto do Catetinho (primeira residência presidencial em Brasília), pois já estava me sentindo meio fora de forma.
É bom demais sentir o calor e o suor descer no meu rosto e pela camiseta; sentir o frescor da trilha, ainda úmida e lavada pela enchurrada e ver o mato verdinho e bem vivo.
Foi uma delícia e já não vejo a hora de correr de novo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

EU QUE



EU QUE sou esportista. Praticante de cross country e de corrida de orientação posso dizer que não existe mau estar, sede, calor, fome, chuva, sol, poeira, buraco, pedra, tronco, cerca, subida ou descida, e muitas outras coisas para os milhões de outros esportistas, de um número quase infinito de esportes, que nos faça parar de praticar o esporte que amamos.




Para ver mais sobre as imagens, click I Do That




terça-feira, 24 de junho de 2008

DOMINGO É DIA DE DESCANSO!

É domingo ... dia de descanso ...
É cedo, mas o sol já apontou no horizonte oeste ...
Bloqueador solar no corpo, short, tênis, camiseta, celular, pedômetro e óculos ...
Não pode faltar ... alongamento ... é hora de começar ... concentração ... passo o percurso rapidamente na minha cabeça ... ai vou para mais uma corridinha.
Ligo o MP3 Player é música na veia, digo, nos ouvidos ... o sol está gostoso, boa brisa, rua com pouco movimento.
As passadas vão uma após outra me conduzindo para mais longe ... cheguei à portaria do residencial. Agora sim, estou chegando onde mais gosto de correr ... não sou fã de correr em asfalto ... gosto de estrada e trilha de terra, chão batido ou grama.
Já se passaram 10 minutos! Neste momento o combustível predominante, em uso pelo organismo, é o glicogênio, (proveniente do carboidrado consumido nas refeições), que está armazenado no músculo e figado.
Logo ali, posso ver a vegetação mais alta e a grama aparada, já um pouco ressecada pela falta de chuvas. Então, passo a correr mais descontraído observando a beleza do cerrado, com suas árvores retorcidas e baixas ... destoando dela, alguns eucaliptos, que sempre aparecem no percurso.
Logo encontro uma trilha bem estreitinha na grama, que nela sigo. Chego à rodovia que vai em direção à Área Alfa, Unai e etc... Cruzo, sempre com cuidado de olhar para os lados, pois são poucos que respeitam pedestres nesses locais. Confiro o relógio, se passaram 20 minutos! Prossigo em direção a beira da cerca do outro lado da rodovia, onde inicia uma trilhazinha super gostosa de correr ... terra macia, as vezes meio arenosa mas que não atrapalha a corrida.
Sinto o frescor que ficou acumulado pelas árvores, que acompanham a cerca, pelo lado interno, na Área de Preservação Ambiental da CAESB.
Percebo que estou aquecido e em steady state (estado estável ... quer dizer que o oxigênio que chega para ao meu organismo é o necessário para a continuidade do exercício). Aumento um pouquinho o rítmo, pois a trilha permite e estou em uma descida suave.
Mais alguns minutos chego à barraca de frutas ... a trilha fecha um pouco e as vezes tem umas curvas em razão de que algumas árvores estão na reta da trilha.
Gosto muito de correr. Quando corro, me aproprio de mim mesmo; o pensamento flui, voa! Até posso colorir o invisível, escutar o silêncio; sintir minha condição de ser humano limitado e imperfeito ... mas percebo que posso avançar e superar desafios.
Julgo esse momento da corrida como ideal para praticar o pensamento de Sócrates, que diz: "Conhece-te a ti mesmo; conhece as tuas forças e fraquezas; a tua relação com o universo; as tuas potencialidades; a tua herança espiritual; os teus objetivos e propósitos; avalia-te a ti mesmo."
Nesse trecho, a trilha tem solo úmido e um pouco escorregadio ... saio da trilha para a grama até diminuir a umidade. A vegetação tem uma aparência mais verde, em razão da umidade e posso sentir um maior frescor provocado pela umidade do solo e pela sombra de algumas árvores ... nesse ponto já posso ver a diante o meu objetivo de hoje, que é o viaduto do Catetinho.
A trilha está mais plana que tem do lado um barranco, desses buracos de beira de rodovias de onde tiram terra para a sua construção ... de outro a cerda da Reserva Ambiental do Catetinho.
Daqui para frente, diminuo rítmo seguindo a cerca até um pequizeiro isolado a alguns metros do portão do Museu do Catetinho. Olho o relógio que marca o tempo de 37 minutos de corrida. Observo o portão, o viaduto, aprecio a vegetação e o bem cuidado gramado dali. Caminho por um ou dois minutos para recompor a energia, diminuir a frequência cardíaca ... limpo os óculos e o suor do rosto ... confiro o cadarço do tênis e parto para voltar. Mudo o modo de tocar as músicas no MP3 para o aleatório e retomo a corrida de volta.
Outro dia escrevi aqui no meu Blog, como é bom correr ouvindo músicas gravadas no MP3 Player ... não mudei de idéia ... procuro sempre adicionar novas músicas. Nesse percurso devo ter ouvido umas 25 músicas, das 240 gravadas. Experimente!
No retorno, inicio num rítmo bem lento. Sinto o suor aumentar. Entro novamente na trilha ... olho lá adiante e então vamos encarar ... agora o compromisso é com a volta.
Passados 40 minutos de corrida, o organismo passa a utilizar, também, como fonte de energia para o trabalho muscular, as reservas de gordura.
Ai vem o espanto: O quê?
Então agora vou dispender gorduras para a minha corrida?
Sim! Mas de onde vão me tirar essa gordura?
Não existe escolha. As gorduras vão ser retiradas de qualquer depósito do corpo para continuar o exercício, pois o carboidrato que estava armazenado (no músculo e figado) já foi quase todo consumido na atividade até por volta dos trinta minutos de corrida, e, agora, a reserva dele é pequena.
Tá bom ai vão as gorduras!
Toda pessoa que pratica corrida de longa distância (a partir de 5000 m) acabam passando por esse processo, cujo resultado, normalmente é: a massa muscular é magra e, o aspecto delas é mais envelhecido, pois as gorduras são também retiradas do rosto ... ai do meu rosto não!
Mas o retorno pra casa é outra corrida ... agora é mais subida ... é preciso se manter em steade state para chegar, por que se ultrapassar o limite do sistema aeróbio, não vai dar outra! O organismo vai fazer você, no mínimo diminuir e muito a corrida, para buscar novo equilíbrio entre o aporte e o consumo de oxigênio, ou seja, retornar ao sistema aeróbio.
Mas agora já estou chegando embaixo do bloco ... poeira no tênis e nas pernas, nem uma dor na unha ... um pouco de suor ... é a satisfação proveniente das endorfinas, que é sua produção pessoal da felicidade ... ai então, dá aquela vontade de amanhã correr de novo e de novo.
Confiro o relógio e o tempo total do percurso é de 1h17. Fico caminhando para diminuir a frequência cardíaca e a respiração ... confiro o pedômetro 12251 passadas dei nesse percurso de aproximados 13200 m (13,2 Km) de distância.
Faço alongamento para evitar a Dor Muscular Tardia (DMT) e, ai então, estou prontinho para começar o meu domingo de descanso, pois nada é melhor que não fazer nada e depois descansar, não é mesmo?
Obrigado pela atenção
Seja feliz com todos
Até breve!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

FONE DE OUVIDO E O RENDIMENTO

Que os fones de ouvido é uma febre cultural isso ninguém tem dúvida, não é mesmo? É muito comum nas escolas, ônibus, ruas, parques, em hospitais, em fim, em todos os lugares mesmo. É uma opção prática de estar ouvindo suas músicas gravadas ou sua rádio favorita.
Porém, para surpresa dos corredores americanos, a USA Track & Field, federação de atletismo dos EUA, proibiu a partir do ano de 2007 o uso de fones de ouvido ou tocadores de música portáteis como iPods em suas corridas oficiais.
Segundo, a federação, a regra foi criada com o objetivo de garantir a segurança do evento e evitar que os corredores ganhem vantagem competitiva.
Mas será que essa vantagem realmente existe? Sobre esse tema é que pretendo discorrer nesse post.
Na largada da primeira etapa do CODF (Circuito de Orientação do DF), ocorrida em 30/03/08, conversava com um colega sobre a proibição que ocorrera nos EUA, pois o mesmo fazia uso de um MP3 Player. Dizia, ele, que já fazia algum tempo que usava o acessório em todas ocasiões possíveis do seu cotidiano, inclusive, durante a realização de sua atividade física, pois se sentia estimulado pelas músicas que ouvia e que percebia que melhorava sua performance.
Outro dia assisti o documentário Encontro Fatal - September Tapes, que reúne o conteúdo das 8 fitas encontradas numa caverna no Afeganistão, resultado do registro da caçada ao maior terrorista de todos os tempos, Osama Bin Laden, feita por um jornalista e um cinegrafista americanos e um intérprete afegão. Um filme surpreendente que mistura cenas verídicas e fictícias, criando um forte impacto emocional em seus espectadores (sinopse).
- Gente! Essa sinopse é verdadeira. Fiquei vários dias chocado com a obcecado jornalista.
Veja bem! O cara sai dos EUA vai para o Afenganistão chegando a fronteira com o Paquistão atrás do terrorista mais procurado do mundo.
Pois bem! o jornalista do documentário ficava o tempo todo com fones de ouvido o que aguçou a curiosidade de outra pessoa que então indaga ou escuta o que tanto ele ouvia naquele aparelho. Assim, revelou que escutava palavras de amor de sua esposa que estava em um dos aviões do 11 de setembro. Ou seja, a voz no fone de ouvido o emulava a procurar o algoz do seu ente amado. Fica bem claro no documentário que o jornalista acreditava que alguém tinha que pagar pela morte de sua amada, que nesse caso, Bin Laden.
Meu filho comprou um desses tocadores portáteis bem moderno e cheio de funcionalidades. Com isso acabei herdando o que ele usava. Carreguei a bateria do "bicho" e então coloquei algumas músicas que gosto.
Não deu outra! Me equipei com mais esse acessório e sai pela rua a correr escutando minhas músicas favoritas.
- Gente! Ao final da corrida, nem percebi quanto corri.
A corrida por natureza que lhe é propria me traz satisfação e muita vontade de fazer de novo e de novo. Com a música aos meus ouvidos me senti diferente, mais solto e sem preocupações com o desgaste físico, ou seja, me promoveu um ganho psicológico.
O MEU COMENTÁRIO: Penso que é interessante essa discussão, pois para o atleta de elite ainda não é tão presente o MP3 player como acessório ao seu treinamento ou de competição.
É regra de qualquer competição a proibição de ajuda externa no decorrer da prova. Mas será que isso pode configurar uma ajuda externa? Nos poucos casos narrados, nota-se que de alguma forma contribuiu para com seu usuário.
É preciso lembrar, que para os corredores comuns, de onde vem a maior chiadeira pela proibição do uso de fones de ouvido, a corrida é algo do tipo promendade (passeio) que tem a finalidade precípua de promover satisfação, prazer e que a performance pode ficar como segundas intenções.
Mas, na verdade, deixo a vocês meus colegas leitores análises acerca desse novo fenômeno que invade nossas vidas que, nos EUA, já virou polêmica.
Seja feliz e até breve......